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22 de Agosto de 2019
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    Economista do MST critica o agronegócio

    Stédile, do MST, confronta "perversidade" do agronegócio, que amplia concentração da terra, envenena a Natureza e multiplica o câncer entre pobres e filhos dos pobres. Existe, infelizmente, parcela da elite brasileira que resolveu lucrar desse jeito, diz10/11/2011 - 21:50:00O economista João Pedro Stédile mais uma vez passou por Mato Grosso, falando da necessidade de que nosso povo se organize e se levante para se livrar de suas misérias. Sempre tratado como uma espécie de "diabo vermelho" pelos veiculos de comunicação do PIG, Stédile é visto, no contraste, por seus admiradores como um moderno apóstolo da Reforma Agrária - e fala do tema sempre com muita paixão, conforme voce pode conferir no vídeo. Stédile esteve no sábado, dia 5 de novembro, em Cuiabá, e conversou com alguns jornalistas, antes de partir para um encontro com lideranças e entidades parceiras do MST no Assentamento Dorcelina Falador, onde estaria em discussão a melhor forma de dar um gás na luta dos Sem Terra pela Reforma Agrária, em nosso Estado.

    Stédile avalia que aqueles que lutam pela Reforma Agrária, neste Brasil do Século 21, enfrentam adversários bem mais poderosos e perversos de que aqueles "coronéis" de antigamente. Pelo que disse Stédile, o que se conclui é que, antes do surgimento do neoliberalismo, no final do século 20, a luta pela democratização da posse dos meios de produção, em nossa área rural, era a luta contra o latifundio improdutivo, que impedia o acesso dos trabalhadores à terra. De lá pra ca, se estabeleceu uma aliança entre os grandes banqueiros com empresas transnacionais como a Bunge, a Amaggi e a Cargill, gerando um novo tipo de organização da produção agrícola, que é o o chamado agronegócio, que prioriza as grandes extensões de terra para produzir as chamadas commodities agricolas para o mercado externo, e adota uma matriz de produção completamente agressora da Natureza, produzindo grandes riquezas para a apropriação de poucos, enquanto espalha miséria e câncer para muitos.

    Muito instigante a comparação, traçada por Stédile, e que você pode conferir no vídeo, entre as riquezas que o agronegócio produz para o Brasil, ocupando 200 milhões de hectares de terra com as riquezas geradas por uma indústria de ponta como a Embraer, que ocupa apenas uma área de 200 hectares, no Estado de S.Paulo, para fabricar aviões e peças para a aviação.

    Na rápida coletiva concedida em Cuiabá, João Pedro Stédile também falou da ameaça que representa à causa ambientalista, a aprovação do novo Código Florestal, atualmente em análise do Senado Federal. Criticou o Zoneamento Socioeconômico Ecológico, aprovado pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso, sob comando do deputado Geraldo Riva, que representa, em sua avaliação, uma afronta a tudo que determina a Constituição Federal. Elogiando e destacando a atuação e o trabalho de pesquisa do professor e ex-vereador em Cuiabá, Wanderlei Pignati, especialista em saúde Pública dos quadros da UFMT, o líder do MST também alertou para os riscos crescentes gerados pelo uso intensivo que o agronegócios faz dos agrotóxicos em suas lavouras. Quanto mais agrotoxico se usa, mas cânceres vão sendo gerados na população brasileira, alerta Stédile, para quem a conta por todas essas doenças deve ser cobrada dos empresários que ocupam grandes extensões de terra, em Mato Grosso, com lavouras que visam o mercado interno como as soja e algodão. Confira no vídeo.

    João Pedro Stédile enfrenta a perversidade do agronegócio from Enock Cavalcanti on Vimeo .

    Fonte: Página do Enock

    Postado por Perlato

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